O Dia da Consciência Negra, celebrado em 20 de novembro, é uma data essencial para refletirmos sobre a luta histórica e contínua contra o racismo e a desigualdade no Brasil. Este dia marca a importância de resgatarmos e honrarmos as contribuições culturais, sociais e econômicas dos povos africanos e afrodescendentes, além de reforçar o compromisso com a igualdade e o respeito à diversidade.
Para inspirar essa reflexão, trazemos o poema Homem de Cor, de Léopold Senghor, um renomado poeta e pensador africano. Seu poema questiona os estereótipos raciais e nos convida a repensar as diferenças de cor e a relatividade dessas percepções.
Homem de Cor Léopold Senghor
"Querido irmão branco: Quando nasci, era negro. Quando cresci, era negro. Quando o sol bate, sou negro. Quando estou doente, sou negro. Quando morrer, serei negro. E enquanto isso, você:
Quando nasceu, era rosado. Quando cresceu, foi branco. Quando o sol bate, você é vermelho. Quando sente frio, é azul. Quando sente medo, é verde. Quando está doente, é amarelo. Quando morrer, você será cinzento. Então, qual de nós dois é um homem de cor?"
O poema é um chamado à empatia e à desconstrução de preconceitos. Ele destaca que, apesar de tantas classificações e julgamentos baseados na cor da pele, somos todos humanos, com uma riqueza de experiências que vai muito além da aparência.
Este dia não é apenas um feriado, mas uma oportunidade de aprendizado, diálogo. Reconhecer a importância dessa data é essencial para a construção de uma sociedade mais justa e inclusiva.
Aproveite este momento para refletir, aprender e valorizar a diversidade. Juntos, construímos um futuro mais igualitário.